1. Você utiliza algum material como referência para escrever, ou é pura e simplesmente inspiração momentânea ?
R. Na verdade, depende do livro que estou escrevendo. Caso não haja nenhuma necessidade, simplesmente organizo o livro que escrevi (Sinopse, definição de personagens e locais, números de capítulos, essas coisas) e escrevo, por outro lado, se o livro precisa por qualquer motivo (Por exemplo: estou iniciando um livro sobre piratas e como na conheço tanto sobre o assunto e pretendo misturar ficção com realidade, estou lendo um monte de livro sobre o assunto), eu faço. Recentemente relancei um livro sobre surfistas chamado FALA COMIGO, PAI. Como o escrevi em primeira pessoa, ou seja, o narrador também era personagem, eu tibe que fazer com que acreditassem que eu era um surfista. Como fiz? Li revistas sobre surf e fui para a praia, ouvi-los. Demorei 18 meses para terminar só a pesquisa.
2. O que te levou a ser escritor ? Como você percebeu que seu destino era ser escritor ?
R. Eu sempre gostei de escrever. Na escola era o rei da Redação. No entanto, não achava que pudesse viver de escrever (Você já não ouviu aquela lenga-lenga de que brasileiro não gosta de ler? Acreditou? Pois é, anote aí: é mentira!). Por isso, sou técnico em contabilidade e estava me preparando para ser professor de Historia. No entanto, perdi o emprego e com não aparecia nada para eu fazer, acabei escrevendo roteiros de historias em quadrinhos para revistas de terror na Editora Vecchi. Foi assim que eu comecei, ou seja, por falta de alternativas. Hoje é a minha profissão e estou bem feliz, pois transformei o meu prazer em minha profissão.
3. Os personagens que você fala em suas historias, os acontecimentos são inspirados em pessoas reais ou em fatos?
R. Algumas vezes sim;
4. De suas obras já criadas quais são suas obras ou personagens favoritos ? Por quê ? O que ele significa para você?
R. Meu favorito é ‘ Criança na Escuridão’, pois é a melhor coisa que já fiz e porque discute um tema que me é muito caro: crianças abandonadas. Além do mais, é meu livro mais premiada fora do Brasil, tendo publicações em espanhol, alemão, italiano e francês. Deve sair digitalmente em inglês ainda este mês.
5. O que você mais gosta nas suas próprias histórias ?
R. Gosto de acreditar que escrevo textos que meus leitores podem ler, entender e interagir com o que leem. Não escrevo para mim, mas para os outros e o melhor elogio que posso receber é o de que este ou aquele texto foi compreendido e agradou alguém.
6. Quais são os seu verdadeiro motivo para escrever ?
R. Prazer. Escrever me da um prazer danado.
7. No inicio algum escritor te influenciou a escrever ? E agora ?
R. Orígenes Lessa foi o brasileiro que fez mais a minha cabeça como escritor quando eu era criança. Era fácil entender o que ele escrevia. Outro legal era Malba Tahan(na verdade, o professor de Matemática do Colégio Pedro || do Rio Júlio Cesar de Mello e Doyle, Jack London, Júlio Verne e Alexandre Dumas, Pai;
8. Pretende escrever mais historias ?
R. Escritor é uma daquelas profissões em que o sujeito não se aposenta nunca, a não ser claro, quando começa trocar Jesus por Genésio e usando fralda geriátrica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário